Observação. Acho que essa é a palavra chave quando desejamos compreender o mundo natural. Todas as perguntas que nos fazemos são precedidas de observações. Quanto maior a capacidade de observar atentamente,  maior a habilidade em fazer perguntas  e procurar as resposta a elas.

Desenvolver a capacidade de observação é uma das mais importantes habilidades a serem desenvolvidas pela escola. Quantas vezes, em aulas de campo, ouvi a afirmação: “Mas não tem nada aqui, professora!”

Nossos alunos têm o hábito do imediatismo. Tudo deve estar pronto para merecer uma rápida olhadela, como se estivessem em uma feira, onde nada atrai para um olhar mais atento.

No entanto, como é possível afirmar  – não há nada aqui – quando à frente temos um bosque ou um campo, com toda sua imensa biodiversidade. É preciso treinar o olhar, buscar as maravilhas que podem estar escondidas sob uma pedra, no tronco de uma árvore ou bem à nossa frente. Um simples dente-de-leão, também conhecida como vovô careca ou pai careca (Taraxacum) pode ser o motivo para desencadear questionamentos e encantamentos.

Estrutura da atividade:

Materiais:  fotografias e cadernos de desenho.

Se a escola estiver situada em uma área próxima a terreno baldio ou campo uma saída com a turma na época em que essas plantas estão em floração é o ideal. Não havendo esse recurso, fotografias podem ajudar no desenvolvimento da atividade.

Em campo peça aos alunos para que eles localizem as plantas objeto da atividade. Mostre uma das flores compostas dessa planta, que é constituída por centenas de pequeninas flores.

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Colha com cuidado um ramo já com os frutos secos que contêm as sementes. Destaque que cada fruto se originou de uma das pequenas flores observadas anteriormente. Chame a atenção para a maneira pela qual eles estão organizados, formando uma estrutura que lembra um “pompom”. Peça que os alunos soprem esse “pompom”.

Peça que cada um deles consiga uma dessas estruturas que foram carregadas pelo vento e a observe atentamente. Peça que a

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descrevam, desenhem e identifiquem quem é o fruto seco (contém a semente). Quando o fruto, com seu “para-quedas” cai, qual é a extremidade que chega ao solo primeiro?

Explique que o “para-quedas” é uma estrutura que recebe o nome de aquênio e que a função de estruturas deste tipo é facilitar a disseminação das sementes, propagando novos indivíduos pelo ambiente.

Peça que eles coletem outros frutos ou sementes com forma de dispersão alada. Peça que tentem identificar, em outras plantas, diferentes mecanismos de dispersão, como, os mecanismos “explosivos” em Impatiens ou as sementes que ficam aderidas aos pelos de outros animais e até de nossas roupas (carrapicho, pega-pega). Cocos são dispersos pela água.