Continuando com o tema répteis do passado,  dia 22/03/2013   foi noticiada a reconstituição de um grande réptil alado que há 110 milhões de anos voava sobre as terras que hoje constituem o nordeste do Brasil. O animal, batizado de Tropeognathus mesembrinus tinha 8,5 m de envergadura (medida de uma ponta à outra das asas) e provavelmente se alimentava de peixes. Os fósseis foram encontrados na chapada do Araripe, região situada entre os estados do Ceará, Piauí e Pernambuco e assinalada no mapa (fonte do mapa: CPRM – Serviço Geológico do Brasil).

Imagem

A partir do dia 22/03/2013, uma réplica do animal em tamanho natural ficará exposta no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

A descoberta é uma boa oportunidade para despertar o interesse dos alunos pelas pesquisas paleontológicas e sobre como elas revelam um mundo tão distante no passado que se torna difícil compreender. Para tornar mais concreto o entendimento sobre o tamanho imenso desse animal, podemos compará-lo à ave com maior envergadura dos dias atuais: o albatroz, que mede 3,5 m de ponta a ponta das asas.

O pterossauro provavelmente fazia longos vôos planados (assim como faz o albatroz). Por mais surpreendente que pareça, esse pterossauro não é maior já conhecido, duas outras espécies (descobertas nos Estados Unidos e na China) chegavam a ter 11  e 10 metros, respectivamente, de envergadura.

pterossauro

O desenho acima é uma representação artística  do T. mesembrinus. As cores usadas na reconstituição desses e de outros animais do passado, frequentemente são somente hipótese, mas em alguns casos raros podem ser identificadas a partir dos vestígios fósseis. Não que esses vestígios tenham cores, mas porque alguns preservam marcas de bolsas microscópicas que armazenavam melanina. Em alguns fósseis vem sendo aplicado um  método que identifica os padrões de pigmentação a partir da análise dos metais existentes nos fósseis. A técnica é recente e envolve alta tecnologia e o uso de raio-x.

Podemos usar ilustrações como essa para que os alunos comparem esses répteis do passado com as aves e morcegos, os únicos vertebrados alados do presente. Pterossauros mais primitivos  tinham dentes afiados. As asas eram formadas pela expansão de uma membrana que terminava nas patas posteriores, diferente dos morcegos cujas asas são semelhantes a braços.

A busca por imagens na internet, usando a palavra pterossauro permitirá ter uma ideia da diversidade desses animais.

Sugestão de atividade

Para alunos de fundamental 1, uma atividade interessante é a confecção de modelos de papel que podem ser empregados em diversas atividades, inclusive em pequenas dramatizações.

Para montar o modelo serão necessários: tesoura, cartolina branca, colchetes pequenos (material de papelaria).

Faça uma cópia ampliada dos desenhos abaixo, recorte-os com os alunos. Peça que eles pintem os pterossauros. Auxilie-os a montar a cabeça dos animais.

molde pterossauro 1molde pterossauro

Dobre as peças ao meio, prenda uma na outra com colchetes inseridos nos pontos pretos das extremidades. Cole os suportes para os dedos como se fossem um anel e prenda (com cola ou fita adesiva) cada um deles por dentro das partes de cima e de baixo da cabeça do pterossauro.

IMG_2008IMG_2007

                                                                                       Cabeça montada.

Ao colocar os dedos indicador e polegar nas argolas coladas por dentro, o aluno poderá abrir e fechar a boca do pterossauro.

Se ainda restarem dúvidas, no endereço:

http://www.bgs.ac.uk/discoveringGeology/time/puppets/pterosaur.html há um pequeno filme que mostra como montar a cabeça do pterossauro.