Nativa do Brasil, a Mimosa pudica é uma pequena planta rasteira frequentemente  encontrada entre gramíneas, em campos abertos e pastos. Suas folhas são subdivididas em folíolos.

Mimosa pudica, com folhas divididas em folíolos.

Mimosa pudica, com folhas divididas em folíolos.

Na base de cada folíolo há uma estrutura denominada pulvínulo, que é a responsável pela característica mais surpreendente da Mimosa pudica:  sua capacidade de reagir a estímulos mecânicos fechando rapidamente suas folhas.

Folíolos totalmente abertos

Folíolos totalmente abertos

Folíolos iniciando o fechamento.

Folíolos iniciando o fechamento.

Três folhas com folíolos totalmente fechados.

Três folhas com folíolos totalmente fechados.

Todas as folhas fechadas.  As quatro fotografias foram feitas no intervalo entre 16 h 22 m 48 s e 16 h 23 m 16 s.

Todas as folhas fechadas.
As quatro fotografias foram feitas no intervalo entre              16 h 22 m 48 s e 16 h 23 m 16 s.

No século XV, o naturalista inglês Robert Hooke (1635-1703), famoso por suas pesquisas utilizando o microscópio, observou a reação destas plantas e, não sabendo como explicá-lo sugeriu que elas tivessem músculos e nervos semelhantes aos encontrados nos animais.

No entanto, pesquisas posteriores realizadas no século XIX, revelaram que os movimentos da Mimosa pudica se devem à entrada e saída de água de determinadas células existentes no na base dos pecíolos das folhas e folíolos (região denominada pulvínulo).

Na base dos folíolos, os púlvinulos são formados por células que perdem água rapidamente

Na base dos folíolos, os pulvínulos são formados por células que perdem água rapidamente.

Com o estímulo mecânico, algumas células perdem água rapidamente, tornando-se flácidas e sem capacidade de manter a sustentação da folha ou do folíolo. Passados alguns minutos (15 a 20), essas células retornam à sua condição normal e as folhas voltam à  posição anterior ao estímulo.

Com o estímulo, as células da base do pecíolo perdem água que é absorvida pelas células da camada superior. Com isso, os folíolos fecham. O processo todo é muito rápido.

Com o estímulo, as células da base do pecíolo perdem água que é absorvida pelas células da camada superior. Com isso, os folíolos fecham. O processo todo é muito rápido.

No endereço: http://www.youtube.com/watch?v=TcyOk3VkSiY disponibilizei um pequeno vídeo que mostra uma planta reagindo a um estímulo mecânico.

Os pesquisadores acreditam que esse mecanismo seja uma maneira de defesa da planta que assim, derruba de suas folhas predadores pequenos e desencoraja herbívoros maiores quando estes, subitamente veem seu alimento  desaparecer.

Professor: estimule a curiosidade dos alunos perguntando se plantas se movem. Depois destaque que elas fazem muitos movimentos: crescem; abrem e fecham flores; se movimentam em direção à luz e não raramente fazem o que se convencionou chamar de rastreamento solar (exemplos: o feijão e o girassol); plantas carnívoras se fecham ao redor de suas presas. Enfim, as plantas se movem mais do que geralmente percebemos, pois alguns desses movimentos são muito lentos. No entanto, todos eles podem ser observados se houver curiosidade e atenção.